sexta-feira, 26 de março de 2010

Os rumos da pós-graduação no Brasil

*Por Luciano Rezende

Em um período recente, tempos em que as leis de mercado prevaleciam hegemônicas sobre qualquer tentativa de fortalecimento do Estado Nacional, o governo brasileiro se omitiu de apontar os rumos de várias políticas públicas estratégicas e outros assuntos de interesse do país. Vivíamos a lógica de que o deus-mercado regularia tudo, inclusive a demanda por profissionais egressos da pós-graduação brasileira. Ledo engano.

Esse paradigma custou caro ao país e, mesmo que parcialmente, demorou a ser desconstituído. Hoje, a realização das conferências nacionais temáticas, dentre elas a de C&T, resultam em documentos e resoluções elaborados de forma democrática que sinalizam os caminhos da política científica e tecnológica a ser seguido pelo país. Outra importante ação nesse sentido foi a retomada do Plano Nacional de Pós-graduação (PNPG), reivindicado pelo Movimento Nacional de Pós-graduandos, através da Associação Nacional de Pós-graduandos (ANPG).

O PNPG, elaborado pela Capes, é um dos grandes responsáveis pela institucionalização da pós-graduação e deveria ser submetido à aprovação do Congresso Nacional a cada quatro anos. Entretanto, durante o Governo Fernando Henrique Cardoso, o MEC, sem o menor interesse em comprometer-se com a expansão do sistema público de pós-graduação, decidiu abandonar a elaboração e aprovação do IV PNPG, que já vinha sendo postergado há uma década. A partir da constatação de que a pós-graduação brasileira já estaria “madura” e acabada, o MEC havia decidido substituir o Plano por um conjunto genérico de diretrizes – sem quaisquer indicações de mecanismos, meios, metas e prazos para suas consecuções.

Já no governo Lula, a Capes, através da Portaria nº 46 de 19 de maio de 2004, instituiu a Comissão responsável pela retomada do PNPG relativo ao período 2005-2010. Nela, pela primeira vez, se deu a participação dos pós-graduandos, além de representantes de outros setores da comunidade acadêmica e científica como a SBPC. O resultado foi um conjunto de políticas e metas progressistas, sintonizadas com as necessidades dos pós-graduandos – a exemplo da que recomenda a reposição gradual do valor das bolsas, defasada em dez anos, corrigindo seu valor em 50% entre 2005 e 2010 (10% ao ano), ou a que propôs a isonomia entre os montantes das taxas de bancada da Capes e do CNPq (embora até hoje não tenha sido efetivada).

De fato, muita coisa precisa avançar. A pós-graduação brasileira apresenta muitos problemas e limitações que necessitam ser superados. Ainda é grande a falta de democracia interna na pós-graduação onde muitos estudantes sofrem com o assédio-moral de vários orientadores que concentram enorme poder de decisão, em departamentos cada vez mais separados da universidade e que impõem suas próprias leis de distribuição de bolsas e seleção de candidatos. É fundamental continuar o debate sobre a pós-graduação para continuar avançando em sua melhoria.

Por isso mesmo é confortável saber que o atual governo mantém seu compromisso de privilegiar fóruns que são capazes de envolver todos os agentes que constituem a pós-graduação para debater suas limitações e encontrar soluções.

O V PNPG, ou PNPG (2010 – 2020), apesar de englobar um período demasiado longo, merece ser saudado, ainda mais por manter seu caráter democrático e contemplar a participação dos pós-graduandos, ainda que em proporção não condizente com a sua importância na produção científica nacional. Todavia, serão muitos os desafios que deverão ser tratados pela comissão recentemente instituída. Dentre eles temas sensíveis à vida dos pós-graduandos, como a continuidade da valorização permanente das bolsas, a democratização na tomada de decisão interna dos departamentos e programas, a universalização da taxa de bancada, a definição de outros critérios de avaliação da pós-graduação capaz de superar a visão meramente quantitativa de publicação de artigos, entre outros assuntos.

Por sua vez, o Movimento Nacional de Pós-graduandos, instituído em suas dezenas de Associações de Pós-graduandos (APGs) espalhadas pelo Brasil, deve pautar a elaboração do PNPG (2010 – 2020) como máxima prioridade. As propostas dos pós-graduandos nesse Plano devem contar com a sabedoria coletiva através de consultas, pesquisas e seminários no meio estudantil. O que pensa o pós-graduando brasileiro e quais suas principais aflições. Esse sentimento precisa ser registrado pela entidade máxima representativa dos pós-graduandos, como fez no PNPG passado, para que seja contemplado na íntegra nesse novo documento.

Esses são os principais desafios que não podemos deixar passar em branco, com o risco de esperar mais dez longos anos. Um tempo extenso demais, como foram os malfadados anos dos governos Collor e Fernando Henrique Cardoso. Mais que nunca é preciso superar esse atraso.

O Congresso da ANPG (marcado para os dias 15, 16, 17 e 18 de abril, na UFRJ) vem em boa hora e saberá dar uma justa resposta aos anseios dos milhares de pós-graduandos brasileiros.

*Luciano Rezende é Engenheiro agrônomo, mestre em Entomologia e doutorando em Genética. Da direção estadual do PCdoB - MG

domingo, 21 de março de 2010

E agora José Serra?

Charge de Amarildo para A Gazeta

quarta-feira, 17 de março de 2010

Fábrica Dakota: A emoção foi o maior desafio

*Por Ivina Carla

Entrar na Fábrica Dakota no Centenário do Dia Internacional da Mulher foi uma experiência que talvez as palavras não consigam descrever tanta emoção. Saindo da Praça no Centro de Maranguape, recebi a informação de que a fábrica tem em torno de cinco mil trabalhadores e desses mais ou menos três mil são mulheres. Essa informação já me trouxe preocupação, uma pressão relacionada à responsabilidade, na dúvida por não saber quem estaria lá e com quem dividiria a fala.

Nunca tinha entrado em um território patrão-operário, porque existe uma diferença enorme entre panfletar na porta e entrar na estrutura, ver de perto quem produz a riqueza do país, quem faz a roda da fortuna girar e não tem seu trabalho respeitado de verdade.

Ah! Lembrei que quando eu entrei na Dakota veio à minha cabeça a música do Renato Russo, “Fábrica”, e quanto mais se aproximava, mais eu lembrava e ia ficando mais intrigada com os uniformes azuis passando por mim. Eu olhava encantada para cada um que passava, uns indo pra casa na hora do almoço, outros para o refeitório. Apesar desse tempo, as máquinas não param, elas continuam com outros personagens que ficam produzindo, então vem mais uma memória pra resgatar, os operários do filme “Eles não usam Black Tie”.

E ainda na espera do momento com as operárias e os operários, não tive outra ideia a não ser imaginar e pensar o que seria a revolução protagonizada por essas pessoas, com a consciência adquirida sobre a exploração da sua força de trabalho. Logo vem a preocupação de como fazer a abordagem dinâmica, que se aproxime de algo ousado. Fiquei “matutando” e quando nos dirigimos ao local do evento, me deparei com aquela fila imensa e o refeitório lotado.

E, dialogando com os meus botões de carne e osso, pensei o que nos levou, nós mulheres, na Conferência de Copenhague em 1910 eleger o 08 de março como Dia Internacional da Mulher. Então foi por onde comecei. Foram elas, que em 1857 lutaram por melhores condições de salários, por uma carga-horária menor, por condições humanas de trabalho e foram massacradas. Mas elas estavam ali, na minha frente, com outros rostos, outras vidas e na mesma luta; confesso que “engasguei”, quis até chorar, mas me veio novamente à cabeça que muitos não entenderiam, e lembrei também das palavras de um camarada que sempre me disse: “Um comunista sempre aceita desafios”. Naquele momento o que me desafiava era a emoção.

O momento era de pautar questões essenciais, de falar para operárias e operários. Foi uma fala de uns dez minutos, mas que eu tenho certeza que fez muita diferença. As bandeiras vieram a minha cabeça de uma forma bem natural, assim como a luta pela redução da jornada, a licença maternidade, a igualdade salarial de homens e mulheres e o enfrentamento à violência contra a mulher.

Em uma das fotos que coloquei no Picasa Web alguém me questionou: “Mas você está falando e as pessoas estão almoçando”. Eu respondi: “Era o horário de almoço de quem passa o dia inteiro produzindo, mas eu sei que vez por outra olhavam, e isso pra mim fez diferença”. Não é comum para a rotina de uma Fábrica e isso eu sei que chamou atenção. Finalizando o nosso momento com as palmas, me despedi da Fábrica com uma sensação muito boa, mas também com o incômodo de que ainda nos dedicamos pouco para conscientizar as pessoas. Confesso que sou do mundo virtual, mas tenho a convicção de que ele não garante a revolução, de que a internet abriga várias vozes, mas não podemos alimentar a ilusão de que o caminho da transformação social se dará através do ciberespaço. O que edificará o nossa rumo à outra sociedade é a permanência e a frequência que devemos ter próximos a quem produz a riqueza do país e que merece nossa especial atenção, porque são esses trabalhadores e trabalhadoras que, adquirindo a consciência de classe, são capazes de parar as máquinas, são capazes de cessar a riqueza da burguesia que oprime o nosso povo e por fim serão eles, conscientizados da sua condição de explorados, que serão os principais atores de uma revolução que conduziremos em busca do socialismo.

*Ivina Carla é estudante de Jornalismo da Faculdades Cearenses e integra a Comissão Estadual de Comunicação do PCdoB/CE

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Estágio: Guarda Municipal seleciona estudante de contabilidade

A Guarda Municipal e Defesa Civil de Fortaleza abre vaga para estágio direcionadas aos estudantes do curso de Contabilidade. As inscrições estarão abertas de 18 a 22 de janeiro de 2010, das 8h às 12h, e das 14h às 17h na sede da Guarda Municipal de acordo com o Edital Nº 01/2010.

Os interessados deverão apresentar: cópias da carteira de identidade, carteira de reservista (caso homem) e do CPF, uma foto 3×4, comprovante de residência, histórico escolar atualizado e comprovante de matrícula assinados pelo coordenador do curso e currículo com seus respectivos comprovantes. As cópias devem ser acompanhadas dos respectivos documentos originais para conferência.

Para se candidatar os estudantes deverão comprovar que cumpriram, no mínimo, o 4º semestre ou ter 80 créditos e, no máximo, o 7º semestre; e ter um índice de rendimentos igual ou superior a 6,0 (seis), ou conceito equivalente nas disciplinas já cursadas. Além disso, não podem possuir mais do que duas reprovações, sejam por nota ou falta, e ter tempo para estagiar em um dos turnos ofertados.

A seleção dos candidatos acontecerá em duas fases. Na primeira haverá análise da documentação apresentada, do histórico escolar e do currículo. A segunda fase constará de uma entrevista.

A duração do estágio é de um ano com a possibilidade de ser prorrogado pelo mesmo período uma única vez. A carga horária é de 20 horas semanais, adequada à necessidade do órgão requisitante e à jornada escolar do estagiário. O valor da bolsa-estágio paga pela PMF é de R$ 350,00. Mais informações pelo telefone 3066.2304 / 2303.

Serviço:
Guarda Municipal e Defesa Civil de Fortaleza – GMF
Rua Delmiro de Farias, 1900 – Rodolfo Teófilo – Fortaleza
Telefone: (85) 3066.2304 / 2303

Fonte: Secretaria de Administração do Município (SAM)

Pérolas do ENEM 2009

Todo ano nas redações dos vestibulares Brasil à fora são esculpidas as melhores pérolas dos estudantes brasileiros... Em 2009 com o Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) não podia ser diferente!

Durante toda a tarde do dia 6 de dezembro a turma se esforçou para que seus textos fossem parar na internet e o resultado não foi outro tá todo mundo na rede! O tema da redação foi o Aquecimento Global e pescando do Blog Boteco Socialista, do camarada Leo Bulhões, venho socializar com vocês o "Top 35" do ENEM 2009. ;D

1) "o problema da amazônia tem uma percussão mundial. Várias Ongs já
se estalaram na floresta." (percussão e estalos. Vai ficar animado o negócio)

2) "A amazônia é explorada de forma piedosa." (boa)

3) "Vamos nos unir juntos de mãos dadas para salvar planeta." (tamo
junto nessa, companheiro. Mais juntos, impossível)


4) "A floresta tá ali paradinha no lugar dela e vem o homem e
créu." (e na velocidade 5!)

5) "Tem que destruir os destruidores por que o destruimento salva a
floresta." (pra deixar bem claro o tamanho da destruição)

6) "O grande excesso de desmatamento exagerado é a causa da
devastação." (pleonasmo é a lei)

7) "Espero que o desmatamento seja instinto." (selvagem)

8) "A floresta está cheia de animais já extintos. Tem que parar de
desmatar para que os animais que estão extintos possam se
reproduzirem e aumentarem seu número respirando um ar mais
limpo." (o verdadeiro milagre da vida)

9) "A emoção de poluentes atmosféricos aquece a floresta." (também
fiquei emocionado com essa)


10) "Tem empresas que contribui para a realização de árvores
renováveis." (todo mundo na vida tem que ter um filho, escrever um
livro, e realizar uma árvore renovável)


11) "Animais ficam sem comida e sem dormida por causa das
queimadas." (esqueceu que também ficam sem o home theater e os dvd's
da coleção do Chaves)


12) "Precisamos de oxigênio para nossa vida eterna." (amém)

13) "Os desmatadores cortam árvores naturais da natureza." (e as
renováveis?)


14) "A principal vítima do desmatamento é a vida ecológica." (deve
ser culpa da morte ecológica)


15) "A amazônia tem valor ambiental ilastimável." (ignorem, por
favor)


16) "Explorar sem atingir árvores sedentárias." (peguem só as que
estiverem fazendo caminhadas e flexões)


17) "Os estrangeiros já demonstraram diversas fezes enteresse pela
amazônia." (o quê?)

18) "Paremos e reflitemos." (beleza)

19) "A floresta amazônica não pode ser destruída por pessoas não
autorizadas." (onde está o Guarda Belo nessas horas?)

20) "Retirada claudestina de árvores." (caraulio)

21) "Temos que criar leis legais contra isso." (bacana)

22) "A camada de ozonel." (Chris O'Zonnell?)

23) "a amazônia está sendo devastada por pessoas que não tem senso
de humor.." (a solução é colocar lá o pessoal da Zorra Total pra
cortar árvores)


24) "A cada hora, muitas árvores são derrubadas por mãos poluídas,
sem coração." (para fabricar o papel que ele fica escrevendo
asneiras)


25) "A amazônia está sofrendo um grande, enorme e profundíssimo
desmatamento devastador, intenso e imperdoável." (campeão da
categoria "maior enchedor de lingüiça")


26) "Vamos gritar não à devastação e sim à reflorestação." (NÃO!)

27) "Uma vez que se paga uma punição xis, se ganha depois vários
xises." (gênio da matemática)

28) "A natureza está cobrando uma atitude mais energética dos
governantes." (red bull neles - dizem as árvores)

29) "O povo amazônico está sendo usado como bote expiatório" (ótima)

30) "O aumento da temperatura na terra está cada vez mais
aumentando." (subindo!)

31) "Na floresta amazônica tem muitos animais: passarinhos, leões,
ursos, etc." (deve ser a globalização)

32) "Convivemos com a merchendagem e a politicagem." (gzus)

33) "Na cama dos deputados foram votadas muitas leis." (imaginem as
que foram votadas no banheiro deles)


34) "Os dismatamentos é a fonte de inlegalidade e distruição da
froresta amazonia." (oh god)

35) "O que vamos deixar para nossos antecedentes?" (dicionários)

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Em debate a volta do Nordestão - EU APOIO!

Hoje é dia de reunião para decidir o futuro do Nordestão. Sem ser organizado desde 2003, o torneio pode voltar graças à Liga de Clubes de Futebol do Nordeste. O presidente da entidade, Eduardo Rocha, comanda hoje, em Natal, encontro com representantes de 15 clubes nordestinos. A pauta é a reedição da Copa Nordeste. A intenção de Eduardo Rocha é que a competição regional volte a ser disputada ainda neste ano.

Serão representantes de dois clubes do Rio Grande do Norte, dois do Ceará (Ceará e Fortaleza), dois da Paraíba, três da Bahia, três de Alagoas e mais três de Pernambuco no encontro. A reunião será às 17 horas, no escritório de Eduardo Rocha, no bairro Lagoa Nova, em Natal.

O objetivo é debater sobre a possível volta da competição, em comum acordo com a Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Além disso, os representantes dos clubes falaram sobre a comercialização da Copa Nordeste com a Top Esportes, empresa que conseguiu recursos para as edições anteriores. ``A intenção é realizar a competição ainda em 2010. Temos emissoras de canal fechado já interessadas em comprar os direitos televisivos da competição. Os jogos seriam disputados na data da Copa Sul-Americana, que, com exceção do Vitória, não tem nenhum clube nordestino na disputa``, adiantou Eduardo Rocha.

A última vez
A Copa Nordeste foi disputada pela última vez em 2003, com a participação de ABC, América, Corintians-AL, CRB, CSA, Botafogo-PB, Treze, Ceará, Sergipe, Fluminense-BA, Palmeiras de Feira de Santana-BA e Vitória, que sagrou-se campeão.

Ciro Câmara e Roberto Leite, no Caderno de Esportes do O Povo

Três esferas de governo concretizam compromisso para Copa 2014

A Matriz de Responsabilidades para a Copa do Mundo Fifa 2014 foi assinada pelo ministro do Esporte, Orlando Silva, e por 11 prefeitos e 12 governadores das cidades-sede do mundial. O evento aconteceu no Palácio do Itamaraty, em Brasília. “A cerimônia de hoje definiu um acordo entre vários governos, além de responsabilidades, projetos prioritários, plano de investimentos, cronograma claramente definido e investimentos que chegam à casa de R$ 20 bilhões. Isso significa geração de emprego e melhoria das condições de vida nas cidades brasileiras”, disse o ministro.

O acordo entre as três esferas de governo trata de cinco áreas: aeroportos, portos, mobilidade urbana, estádios e hotelaria. “A Copa que realizaremos exige melhorias na infraestrutura do país. Aeroportos com maior capacidade e operação mais eficiente serão necessários. Os portos serão importantes para transporte e base para leitos temporários. Melhorias em aeroportos e portos, para além do evento da Fifa, beneficiarão os usuários, na medida em que facilitarão a circulação de pessoas e de produtos, com retorno econômico importante para o Brasil”, destacou Orlando Silva.

O ministro explicou que foram definidas as responsabilidades de cada ente federativo. “Quem faz o quê, quem paga o quê, em que prazo realizaremos esses investimentos”, afirmou. De acordo com ele, parte dessas obras serão realizadas com o financiamento do governo federal, e parte com financiamento e recursos de estados e cidades. “O BNDES abrirá uma linha de financiamento para o setor privado, para contribuir como reforço de investimentos para o sucesso da Copa de 2014”.

Segundo Orlando Silva, há cerca de R$ 2,5 bilhões autorizados para melhorias em aeroportos. Em relação aos portos, estão previstos R$ 677 milhões de investimento. Para a mobilidade urbana, são R$ 11,2 bilhões, com financiamento do governo federal e participação de cidades e estados. Já para os o estádios, o BNDES criou linha de R$ 4,8 bilhões e, no caso de hotelaria, para a modernização de hotéis, R$ 1 milhão.

O presidente Lula salientou que a Copa do Mundo no Brasil vai significar investimentos, geração de emprego e melhorias na infraestrutura das cidades, mas dentro da realidade do país. “A nossa disposição é total. Nós temos nossas características próprias, e o povo brasileiro já vive esse cotidiano. Acredito que o entusiasmo do povo brasileiro e o ânimo dos governadores e prefeitos farão com que seja a melhor Copa de todos os tempos”, disse.

Fonte: Site do Ministério dos Esportes

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