quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Por que a grande imprensa defende Yoani Sánchez?


A respeito dos despropositados ataques feitos pelo diretor institucional do Grupo de Comunicação O Povo, Plínio Bortolotti, à União da Juventude Socialista e ao Partido Comunista do Brasil, em artigo intitulado "Por que perseguem Yoani Sánchez?”, publicado na edição de hoje, 21 de fevereiro, do jornal. Faço as reflexões a seguir.

O jornalista começa seu texto afirmando que a blogueira cubana é perseguida em seu país e que há mais de vinte anos tenta, sem sucesso, sair do mesmo. Levando em consideração que em 2002 Yoani mudou-se para a Suíça e dois anos depois, em 2004, resolveu voltar para Cuba, e que não há nenhuma evidência dessa suposta perseguição a ela, já que nem mesmo o seu Blog é censurado, o texto tem logo no início uma mentira deslavada.

Logo adiante, tenta desqualificar as manifestações realizadas pela UJS e outras forças políticas, numa clara tentativa de tolher nosso direito a livre manifestação de opinião, e ainda conta outra mentira. Ao afirmar que em Cuba “ter opinião é traição.” ataca com outro disparate deslavado, pois todos sabem que o que é proibido em Cuba, ou em qualquer outro país, é o financiamento estrangeiro de grupos de oposição, como é o caso dos cubanos financiados pelo Estado Norte Americano através das leis ‘Torricelli’ e ‘Helms-Burton’. Isso configura um delito condenado pela maioria dos códigos penais do mundo. Essa é a verdade.

Plínio, o diretor do Grupo O Povo, chega ao absurdo de recriminar a atitude democrática de vaiar ou manifestar através de palavras de ordem e cartazes opiniões contrárias a da cubana. Novamente falta com a verdade quando credita a não exibição do documentário “Conexão Cuba-Hondura” a ação da UJS, quando a própria organização do evento divulgou que a decisão de não exibir o documentário foi tomada devido ao atraso na programação, provocado pela demora da cubana em chegar ao local do evento.

Acusar a militância da UJS e do PCdoB de “fanáticos do autoritarismo” é no mínimo um contrassenso. Pois, não há no Brasil força política mais comprometida com a liberdade e a democracia do que esta. O caso, é que para nós comunistas, a democracia está para além do simples direito ao voto (que em Cuba é exercido livremente por mais de 80% da população), para nós o direito inalienável a vida, a segurança alimentar, a uma educação de qualidade, ao serviço de saúde, é grande significado mais verdadeiro e justo de democracia. E que de acordo com índices internacionais, a população cubana tem muito mais acesso do que a brasileira, ou a de muitos países desenvolvidos.

Por fim, entendo que toda essa ofensiva da grande imprensa em cima das ações realizadas, pela UJS e seus aliados, em protesto à visita e a posição política da blogueira Yoani Sánchez faz parte de uma articulação maior, que tem por objetivo tentar frear o processo de ascensão das forças de esquerda que se fortalecem em toda a América Latina.

Essa ascensão, representada pelo governo revolucionário de Raul Castro, em Cuba; e pelos governos progressistas de Lula e Dilma, no Brasil; Evo Morales, na Bolívia; Hugo Chavez, na Venezuela; Rafael Correa, no Equador; Daniel Ortega, na Nicarágua, incomoda de sobremaneira uma elite imperialista que não se conforma com a soberania e independência política e econômica conquistada por esses países no último período. Transformar Yoani Sánchez, em uma mártir da luta pela democracia, nada mais é do que mais uma das cartadas do imperialismo yankee contra a autodeterminação dos povos latino americanos.

Então,  precisamos nos questionar a serviço de quem estão os meios de comunicação que dão, dia após dia, manchetes à ação golpista e reacionária de Yoani Sánchez? Por que não dão a mesma cobertura aos blogs censurados no Brasil (Falha de S. Paulo e Esmael Morais)? Quais os interesses daqueles que a ciceroneiam a blogueira, aqui no Brasil? Quem financia esta peripécia ‘Júlio Verneana’ de visitar 80 países em turnê? Quem realmente é, e qual a relevância de Yoani em Cuba? Ou seja, no frigir dos ovos, a turma da UJS tem mesmo é que estar na linha de frente das manifestações contra Yoani, pois como diria João Amazonas “nós não viemos fritar bolinhos”, o nosso lado é claro, é o lado do Socialismo e da Revolução!


Viva a Revolução Cubana de 1º de janeiro de 1959!
Viva o Socialismo!

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Sou jovem e participo da política, sim!

Matéria veiculada no Jornal Diário do Nordeste de ontem, 26 de setembro, afirma ser pequena a participação dos jovens na política. Com o titulo “Pequena participação dos eleitores jovens” a notícia quer nos levar a crer que há uma desmobilização geral e que o envolvimento da juventude com as campanhas eleitorais tem fins e interesses meramente financeiros.

Ora, se não é a três dias de se completarem 20 anos do impeachment de Fernando Collor, fato marcante da história política brasileira e que foi protagonizado pelos estudantes “Caras-Pintadas” organizados pela UNE e pela UBES, que o Jornal Diário do Nordeste nos traz uma notícia como essas.

Parece que os editores do impresso estão alheios ao que ocorre na cidade e no Brasil. Segundo o TSE, na região Nordeste, 58% dos jovens de dezesseis e dezessete anos fizeram o alistamento eleitoral e vão votar nas próximas eleições. É a região do país que terá a maior participação, não obrigatória, de jovens nesta eleição. No Sudeste, por exemplo, apenas 31% dos jovens de dezesseis e dezessete anos irão votar. 

Acredito que o jovem tem interesse em participar da política, se preocupa com o futuro do seu país. E que hoje cumpre um papel histórico importante, pois ao invés de se mobilizar apenas “contra”, seja contra o aumento da passagem ou contra o fechamento de escolas e universidades públicas, se mobiliza e luta “a favor”, quando vai pra rua exigir que o país invista 10% do PIB em Educação, quando no #OcupeBrasília aprova o Estatuto da Juventude e a proposta de 50% do Pré-Sal para Educação.

Vivemos um período em que o jovem se entende como sujeito de direitos, e tem na participação política uma alternativa para a solução dos seus problemas. Basta acompanhar a participação juvenil nos movimentos sociais e nas conferências de juventude e educação, por exemplo. O último congresso da UNE foi o maior de sua história e mobilizou mais de 1,6 milhão de estudantes de 96% das Instituições de Ensino Superior do país.

Por fim, tenho convicção que para nós, jovens, a política não se resume às eleições sejam elas municipais ou gerais. Pelo contrário, ela está presente em cada luta cotidiana, desde a nossa luta pela abertura do Restaurante Universitário até a luta por moradia e por transporte público de qualidade. Nas eleições não queremos só votar, mas também o direito de ser votado.

Ivo Braga
Estudante de Jornalismo da UFC
Vice Presidente Regional da UNE
Diretor de Comunicação do DCE-UFC

terça-feira, 7 de agosto de 2012

A Força da Juventude é a Força da Mudança!

Depois de um longo período sem atualizar este Blog volto a ativa com um recado meu e dos meus camaradas Rudiney de Souza e Claudia Rodrigues sobre as eleições em Fortaleza. Confira abaixo e se some a esse time! www.inacio65.com.br | www.fb.com/inacio65 | www.twitter.com/inacio65

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Terá fim “El baile rojo” na Colômbia?

Nota oficial das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia – Exército do Povo (FARC-EP), foi divulgada no dia 27 de fevereiro, nela consta a entrega dos últimos seqüestrados civis do movimento guerrilheiro.

Por Ismael Cardoso*

Não entrarei nos porquês da existência de uma guerrilha no território colombiano. As motivações são iguais a todos os movimentos guerrilheiros que pipocaram no século passado no mundo: a luta pela libertação popular, esta é a causa sui generis. Entretanto não faço aqui uma defesa do movimento guerrilheiro, o que a Colômbia precisa é de paz para que seu povo possa seguir o caminho do desenvolvimento e independência que vive outros países da América Latina.

As tentativas de negociar a paz

Não é de hoje que ocorrem tentativas de uma paz negociada, onde os guerrilheiros entregam suas armas e retornam a legalidade. Entretanto, sempre que entregaram suas armas foram cruelmente chacinados.

No governo de Belisário Betancur (1982-1986) iniciaram-se as negociações entre o Estado e os diversos movimentos guerrilheiros. Estas negociações fracassaram e em 1992 o governo declarou guerra integral.

No governo de Andrés Pastrana (1998-2002) as negociações de paz ganharam mais concretude. Pastrana chegou a defender ações avançadas, ele dividiu o drama colombiano da seguinte maneira: de um lado camponeses pobres — que como em todo país andino tem a cultura do plantio de coca — sem alternativa por falta de projetos estatais, de outro lado os verdadeiros traficantes que compram a folha de coca e realizam todo processo de produção da cocaína e, por último, uma guerrilha ideológica. Por tanto, para Pastrana a atuação governamental deveria ocorrer no primeiro caso com incentivo a criação de alternativas aos camponeses, no segundo caso combatendo os traficantes e, em terceiro lugar uma negociação política para que os guerrilheiros entregassem as armas.

“Me refiero a la decisión... de viabilizar la alternatividad productiva... esa erradicación debe complementarse com una estrategia consensuada entre la insurgencia, la comunidad internacional y el Estado colombiano.” [1]

Pastrana foi devidamente enquadrado pelo EUA através do “Plano Colômbia”. A partir de então o termo a ser usado seria “narcoguerrilha”, colocando em pé de igualdade a ser combatido, tanto os camponeses produtores, como os guerrilheiros.

O plano Colômbia tem metas muito duvidosas. Por exemplo: “82% de la ayuda militar de EUA va dirigido a golpear a los cultivadores que participan del 0,67% de precio de venta de las calles de Frankfurt y uma insurgencia que beneficia del 1% del jugoso volumen aprovechado por las organizaciones del narcotráfico. Qué sucede entoces, perguntamos, com el crimen organizado que se beneficia del 99% del capital exportador de cocaína?” [2].

Outro aspecto estranho no plano Colômbia é a possibilidade do presidente dos EUA poder deslocar, sem consulta ao congresso nacional, qualquer número de tropas naquela região, caso considere alguma ameaça grave a suas bases já instaladas no território.

A operação Baile Rojo

Em 1985 nos marcos do diálogo das Farc com o governo de Belisário Betancur, fundou-se a União Patriótica (UP), um partido político legalizado, onde ingressaram todas as lideranças guerrilheiras sem armas, pois, tiveram garantias do Estado colombiano de sua integridade física. Parecia nascer neste momento a solução definitiva dos conflitos na Colômbia.

A União Patriótica foi às ruas e participou das eleições de 1986. Alcançaram êxitos jamais conseguidos por nenhuma força de oposição, elegeram 12 deputados, nove congressistas, 14 prefeitos e 350 conselheiros nacionais, entre os deputados, elegeram-se dois comandantes das Farc que haviam entregado as armas.

Passadas as eleições começa a ser executado um plano que seria denunciado no âmbito internacional, chamado El baile rojo. Consistia em assassinar todos os membros da UP que haviam sido eleitos naquele ano de 1986. Ao final do ano de 1989 haviam sido assassinados dois candidatos a presidente, Jaime Pardo Leal (1986) e Bernardo Jaramillo (1989), oito congressistas, 11 prefeitos e milhares de seus militantes.

Não poderia haver outra consequência para tamanha atrocidade: os guerrielheiros que haviam abandonados suas armas voltaram para as matas e o conflito se reiniciou com toda força e brutalidade.

O massacre permanece

No final do ano de 2011, tive a honra de representar a UJS no congresso da Juventude Comunista Colombiana (Juco) e me impressionou um ato que devia ser uma homenagem aos militantes da Juco que saiam do trabalho de juventude naquele congresso e passariam ao trabalho partidário, no Partido Comunista Colombiano (PCC), entretanto, o ato se transformou numa emocionante homenagem aos últimos militantes da Juco que haviam sido assassinados, entre eles, uma jovem de apenas de 16 anos de idade! Pergunto, “El baile rojo” terminou?

A verdade é que o governo colombiano não tem interesse na paz, com o argumento da “narcoguerrilha”, ampliam o massacre as forças de esquerda — diga-se de passagem que o PCC é um partido legalizado, mas, isso não impede o governo de matar seus militantes — e, no limite, não podem permitir que uma corrente política tão poderosa, que num suspiro de liberdade pôde eleger tantos parlamentares e que ganhou a simpatia do povo com seus candidatos a presidente, atue de maneira livre. Este é um risco que eles não querem correr.

Os países da América Latina precisam participar decididamente das negociações de paz, caso contrário, o massacre continuará, dando argumento para ampliação das bases militares estadunidenses em nosso continente. Como se diz na Juco: “por nossos mortos nenhum minuto de silêncio, mas, uma vida inteira de lutas”.

* Pastrana, Andrés. El plan Colômbia: uma Gran Alianza com el Mundo contra el delito Interncional, por los Derechos Humanos, los Derechos Sociales e por la Ecología. 22 de outubro de 1998.

** Cycedo, Jaime. Paz democrática y emancipación. Colômbia em la hora latinoamericana. Presidente de Partido Comunista Colombiano

*Ismael Cardoso é secretário nacional de Comunicação da UJS

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Posse da ACES, na praça e na luta!

Na tarde da última quinta-feira, 09, aconteceu o ato de posse da presidenta Brenna Carvalho e da nova diretoria da Associação Cearense dos Estudantes Secundaristas (ACES). A atividade ocorreu no coração da capital alencarina, na Praça do BNB, em frente ao prédio da Justiça Federal. O local não foi escolhido à toa, pois os estudantes aproveitaram para fazer um protesto em defesa do ENEM que é “perseguido” pelo Procurador da República Oscar Costa Filho. Entre falas de convidados e um inesperado mergulho da moçada no chafariz ao centro da praça, irreverência e disposição marcaram a posse da entidade.

Embora em plena tarde ensolarada de Fortaleza e numa praça no centro da cidade, a posse da diretoria da ACES foi prestigiada por diversas entidades. Entre elas estavam UNE, UBES, UNEFORT, UMES de Potiretama, UMES de Itapipoca, UMES de Jijoca, grêmios estudantis de diversas escolas, professores.

Em seu discurso de posse Brenna falou da responsabilidade que é assumir a presidência da ACES e ressaltou a importância de se democratizar o acesso à universidade no Ceará. Para a líder estudantil “a UFC foi uma das universidades mais procuradas do país, porque não existe nenhuma política afirmativa para o ingresso de jovens oriundos das escolas pública ou jovens negros”. “Aprovar as cotas na UFC e demais universidades públicas cearenses deve ser uma luta tocada pela ACES e por todos estudantes secundaristas”, enfatiza Brenna.

Também presente no ato o diretor da UNE e ex-presidente da ACES, Ivo Braga, falou da sua felicidade em ver a entidade crescendo e organizando as lutas dos estudantes cearenses. “O ano de 2012 é o ano para radicalizarmos o acesso às universidades cearenses, é hora de dar oportunidade aos negros, mulheres e homossexuais. Essa é a geração dos 10% do PIB e dos 50% do Pré-Sal para Educação e é a geração que vai pintar a universidade de povo” finalizou Braga.

A nova diretoria da ACES tem como objetivos principais para essa gestão aprovar o investimento de 10% do PIB e 50% do Pré-Sal para Educação; democratizar o acesso ao ensino superior no Ceará; defender intransigentemente a meia-entrada estudantil; lutar pela expansão do ensino técnico acompanhando inclusive o PRONATEC; aumentar a articulação da ACES em todo o estado do Ceará.

Discurso de posse Brenna Carvalho:


Fala de Ivo Braga diretor da UNE:


Da redação,

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

50% do Pré-Sal para Educação

Atualmente tramita no Senado Federal o PLS 138/2011, de autoria do senador Inácio Arruda, que propõe o investimento de 50% do Fundo Social do Pré-Sal na Educação. UNE, UBES e ANPG, desde 2009, levantam essa bandeira de luta que precisa da sua participação!

Vídeo da Campanha da UNE por 50% do Fundo Social do Pré-Sal para Educação.


Acesse: www.une.org.br

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Matéria da Prefeitura de Juazeiro do Norte sobre debate que fizemos na cidade

Diretor Regional da UNE ministra palestra para alunos do Projovem Adolescente

Alunos do programa Projovem Adolescente e da Escola Pelusio assistiram na tarde desta segunda-feira, no Teatro Marquise Branca, palestra ministrada por Ivo Braga, diretor Regional da UNE - União Nacional dos Estudantes.

Com os temas voltados para classe estudantil: Direitos do estudante, Política e movimento estudantil. Os jovens participaram atentos das palestras, opinaram e tiram suas duvidas. Participaram do encontro o Secretário de Esporte e Juventude, Aurélio Mathias e Andressa França, coordenadora municipal do Projovem.

SEASTC- Secretaria de Assistência Social, Trabalho e Cidadania

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