quinta-feira, 24 de setembro de 2009

UJS, 25 anos de rebeldia!

*Por Ivina Carla

Um dia eu estava panfletando numa escola e um garoto de uns 16 anos parou, olhou o material (adesivos de campanha) e perguntou: O que é UJS? Então eu lembrei que quando me falaram da UJS, eu fiz a mesma pergunta. Eu não tinha acesso à Internet, que talvez fosse o meio mais prático de chegar até a resposta naquele momento.

Com muita emoção eu digo e reafirmo o que é essa organização juvenil, da mesma forma que disse ao garoto. Hoje com 25 anos, é um dos instrumentos de transformação social imprescindível para o Brasil. De jovens lutadores, que acordam cedo, dormem tarde e têm convicção dos ideais defendidos nas batalhas que enfrentam dentro de escolas, sindicatos, universidades.

Essa moçada passa por cima do saudosismo de muitos, com vários exemplos de resistência, debatendo as ideias que na atualidade parecem ser utópicas, mas pra essa juventude não, é possível! Basta olhar para o lado e querer enxergar o tanto de mazelas sociais que são ofertadas pelo capitalismo, pra ter a sensibilidade de que é preciso outra sociedade. A UJS tanto tem essa sensibilidade que afirma todos os dias o seu objetivo: O socialismo.

Hoje acordei e senti vontade de ouvir a música do "jovem curupira que pediu direta já..." e no Youtube vendo os slides, fotos de jovens que eu conheço e vários que não conheço, detectei a esperança, os sorrisos que essa moçada traz, que torna a UJS diferente de outras organizações. Lembrei que ontem um amigo e camarada me disse que nos tempos de chumbo, a juventude também sorria, que não perdia essa ternura e isso é mais do que necessário para aguentar o rojão de um processo árduo em busca de um outro mundo.

A União da Juventude Socialista é uma grande escola onde eu aprendi a ver a realidade de uma forma rebelde. Ela também me proporcionou conhecer pessoas combativas que até hoje são exemplos de ousadia e que agem como se ainda fossem da UJS, é engraçado isso! Você sai da UJS, mas ela nunca sairá de você. E se a "nossa linda juventude é página de um livro bom," essa juventude é esse magnífico livro, que os jovens do Brasil precisam ler e escrever a sua história para sentir o quanto é bom ser uma semente do Socialismo, como é prazeroso ser protagonista de uma história que não se apagará, como é sublime ser militante da União da Juventude Socialista!

*Ivina Carla é acadêmica de Jornalismo e militante da UJS há nove anos

domingo, 16 de agosto de 2009

Reporter Record hoje: Mais um round!

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

UJS debate a participação dos estudantes cearenses na Guerrilha do Araguaia

No último sábado a UJS de Fortaleza apresentou o filme ‘Araguaya – A Conspiração do Silêncio’ logo em seguida aconteceu um debate sobre a participação dos estudantes cearenses na guerrilha, que contou com a participação do presidente do PCdoB no Ceará Carlos Augusto Diógenes, o Patinhas. A atividade foi marcada pela homenagem ao estudante cearense Bérgson Gurjão, que foi assassinado pela repressão do regime militar durante a guerrilha do Araguaia.

Num auditório com estudantes de diversas instituições de ensino entre elas UFC, UECE, UNIFOR, FAC, FIC, FA7 e FACE, além de secundaristas e lideranças de entidades do movimento social como a UNEGRO, o MOVÊ-LOS e a UBM. Flavio Vinicius, presidente da UJS Fortaleza, abriu o debate destacando “a importância dos jovens de hoje em dia terem conhecimento de fatos históricos como a guerrilha do Araguaia para que não se repitam em nosso país”. Falou ainda do golpe de estado que ocorreu em Honduras no ultimo mês e de suas condições, comparando-as com as condições “da década de 60 em que uma onda de golpes militares, financiados pelo imperialismo estadunidense, aconteceram na América Latina”.

Carlos Augusto Diógenes (Patinhas), iniciou sua intervenção falando da emoção que sente ao assistir aquele filme, de ver seus companheiros de movimento estudantil no meio da selva resistindo ao regime militar instaurado no Brasil, “a maioria dos guerrilheiros do Araguaia eram jovens, que enfrentavam a malária, a febre amarela e ainda os grileiros”, disse. Patinhas fez uma análise histórica da situação que viveu o país naqueles anos e falou da importância que teve a guerrilha para a redemocratização, pois, a resistência na cidade tinha sido dispersada pelo endurecimento do regime no final da década de 60 e inicio dos anos 70.

Citando depoimentos do Major Curió que afirmou que “na fase final da guerra 41 guerrilheiros foram executados a sangue frio, sendo todos decapitados”, Patinhas falou da necessidade da abertura dos arquivos do militares, pois para ele “o Araguaia ainda está para ser desvendado, mesmo com as declarações de Curió os arquivos militares não foram abertos e agora que conseguimos resgatar o segundo corpo”, falou referindo-se ao corpo do cearense Bérgson Gurjão que teve seus restos mortais identificados recentemente pela SEDH do Governo Federal.

Abertas as inscrições, vários jovens aproveitaram para fazer suas intervenções e perguntas, questionando Patinhas desde as condições dos guerrilheiros na mata, até os critérios que o partido usou no recrutamento dos guerrilheiros. Terminadas as intervenções a palavra foi passada novamente ao Patinhas, que respondeu os questionamentos, citou os outros cearenses que tombaram no Araguaia e finalizou falando da responsabilidade que os jovens de hoje tem com o futuro do Brasil, pois para ele, “a UJS segue erguendo a bandeira levantada por aqueles jovens guerrilheiros do Araguaia, a bandeira da liberdade, da justiça, do Socialismo!”

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

"Pra não dizer que não falei das flores"

Logo após a abertura do 51° Congresso da União Nacional dos Estudantes (UNE) os grandes meios de comunicação começaram os ataques à entidade. Falaram de tudo. Chegaram ao absurdo de afirmar que a UNE não representa mais os estudantes universitários brasileiros. Ora! Como pode uma entidade mobilizar mais de 2 milhões de estudantes no processo do seu congresso e não representá-los? Vai entender né...

Mas, nem tudo está perdido! O colunista do Diário do Nordeste, Lustosa da Costa, é um exemplo disso. Em meio a maré de ataques o jornalista sobralense foi bastante feliz em sua coluna do dia 23 de julho ao afirmar a coerência da UNE em defender a Petrobrás e a soberania nacional. E mais ainda quando cita a declaração do ministro da Educação Fernando Haddad em que o ministro afirma que "não foi a UNE que aderiu ao governo e sim o governo Lula que encampou suas bandeiras e as colocou na prática".

Enfim, o 51° Congresso da UNE foi o maior de sua história, os estudantes brasileiros elegeram o paulista e acadêmico da USP, Augusto Chagas, novo presidente da entidade. E a mídia do país pode bater a vontade porque se o movimento estudantil resistiu aos duros anos de regime militar não vai ser um punhado de reacionários desesperados que vão acabar com a UNE.

Devemos aplaudir atitudes sensatas como a do companheiro do Diário do Nordeste e garantir nossas mobilizações para que os estudantes mais uma vez joguem seu papel no sentido de fazer o Brasil avançar nas mudanças! Temos grandes batalhas pela frente e eu não tenho dúvidas de que estamos no caminho certo para alcançarmos grandes vitórias para os estudantes e para o povo brasileiro!

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Debate: Os Estudantes Cearenses e a Guerrilha do Araguaia

Os Estudantes Cearenses e a Guerrilha do Araguaia

Em homenagem aos estudantes cearenses que lutaram na Guerrilha do Araguaia contra a Ditarura Militar, a UJS de Fortaleza exibirá o filme Araguaia - Conspiração do Silêncio, do diretor Ronaldo Duque. O filme narra a trajetória dos militantes do Partido Comunista do Brasil (PCdoB) que lutaram nas selvas do Araguaia, na decada de 70, contra o regime militar. Logo após a exibição, haverá um debate sobre o movimento estudantil na década de 60 e 70 no Ceará com Carlos Augusto Diógenes (Patinhas), estudante da UFC e ativista do movimento estudantil daquele período.

Essa atividade tem como objetivo rememorar um dos momentos mais dramáticos da história do Brasil que foi a Ditadura Militar. Ao memos tempo, é uma oportunidade de homenagear os patriotas que tombaram na luta contra esse regime, a exemplo do cearense Bergson Gurjão, cuja ossada foi identificada recentemente pela Secretaria Especial de Direitos Humanos (SEDH) do Governo Federal.

Para a direção municipal da UJS de Fortaleza, exaltar a trajetória desses jovens que doaram suas vidas para a luta contra as injustiças é uma forma de manter erguida a bandeira da liberdade. Mais do que destacar seus atos, cabe a nossa juventude seguir o exemplo desses verdadeiros herois brasileiros para que as gerações futuras possam comemorar nossas conquistas e não mais chorar pela violência sofrida como em outros tempos.

Data: Sábado - 08 de Agosto
Local: Sede da UJS - Av. da Universidade - 3107
Horário:
14h00 - Filme: Araguaia - Conspiração do Silêncio
15h30 - Debate: O Movimento Estudantil na década de 60 e 70 no Ceará
Debatedor: Carlos Augusto Diógenes (Patinhas)

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Presidente da UNE responde aos ataques da mídia

O tratamento dispensado por parte da chamada grande mídia às organizações do movimento social no Brasil sempre foi o da desqualificação, criminalização e combate aberto. Com a UNE a situação não é diferente, mas houve, no último período, uma elevação no tom maldoso e até inescrupuloso com o qual esses veículos têm tratado a entidade que representa os estudantes universitários brasileiros.

A UNE acaba de sair do seu 51º Congresso, um dos mais importantes e o mais representativo da sua história. Mais de 2300 instituições de ensino superior elegeram representantes a este fórum, contabilizando as impressionantes marcas de 92% das instituições envolvidas, mais de 2 milhões de votos nas eleições de base e de 4 milhões e meio de universitários representados.

Nosso Congresso mobilizou estudantes de todo o país, que por cinco dias debateram o futuro do Brasil – a Popularização da Universidade, Reforma Política, Democratização da Mídia, Defesa do Pré-Sal, etc. Se a imprensa brasileira trabalhasse a favor da democracia, esses assuntos seriam manchete em todos os jornais, rádios e canais de televisão e a disposição da juventude em lutar por um país melhor seria divulgada.

No entanto, estes veículos nos dedicaram tratamento bem diferente nestas duas últimas semanas. Cumprindo com fidelidade o ensimanento de Goebbels – uma mentira repetida mil vezes torna-se verdade – a mídia escandalosamente busca subterfúgios para atacar a UNE, taxando-a de governista, vendida, aparelhada e desvirtuada de seus objetivos. Com isso, tenta impor a todos os seus pontos de vista, sem qualquer mediação ou abertura para apresentar o outro lado da notícia.

Uma destas grosserias tem a ver com o recebimento de patrocínios de empresas públicas por parte da entidade. A UNE nunca recebeu recurso público para aplicá-lo no que bem entendesse. Recebe sim, e isto não se configura em nenhuma irregularidade, apoio para a construção de nossos encontros. Tampouco, estas parcerias comprometeram as posições políticas da entidade. Não nos impediu, por exemplo, de desenvolver uma ampla campanha – com cartazes, debates, passeatas e pronunciamentos – exigindo a demissão de Henrique Meirelles da presidência do Banco Central, que foi indicado por este mesmo governo. Não nos furtamos de apresentar nossas críticas ao MEC por sua conivência ao setor privado da educação, como no caso do boicote que convocamos ao ENADE por dois anos consecutivos.

Mas, onde estavam os jornais, as TV’s, rádios e revistas para noticiar essas manifestações? Reunimos, em julho de 2007, mais de 20 mil pessoas na Esplanada dos Ministérios para pedir mudanças na política econômica do governo Lula e nenhuma nota foi publicada ou divulgada sobre isso.

Os mesmos jornais que se horrorizam com o fato de termos recebido recursos para reunir 10 mil estudantes de todo o Brasil não parecem incomodados em receberem, eles próprios, um montante considerável de verbas publicitárias do governo federal. Em 2008, as verbas públicas destinadas para as emissoras de televisão foram de R$ 641 milhões, já os jornais receberam quase R$ 135 milhões.

Ora, por qual razão os patrocínios recebidos pela UNE corrompem nossas ideias enquanto todo este recurso em nada arranha a independência destes veículos? A UNE desafia cada um deles: declarem que de hoje em diante não aceitam um centavo em dinheiro público e faremos o mesmo! De nossa parte temos a certeza que seguiremos nossa trajetória!

Com certeza não teremos resposta. Pois não é esta a questão principal. O que os incomoda e o que eles querem ocultar é a discussão sobre o futuro do Brasil e a opinião dos estudantes.

Não querem lembrar que durante a década de 90 os estudantes brasileiros – em jornadas ao lado das Centrais Sindicais, do MST e de outros movimentos sociais - saíram às ruas para denunciar as privatizações, o ataque ao direito dos trabalhadores e a ausência de políticas sociais. Que foram essas manifestações que impediram o governo Fernando Henrique Cardoso de privatizar as universidades públicas através da cobrança de mensalidades.

Não reconhecem que após a eleição do presidente Lula, a UNE manteve e ampliou suas reivindicações. Resultado delas, conquistamos a duplicação das vagas nas universidades públicas, o PROUNI e a inédita rubrica nacional para assistência estudantil, iniciando o enfrentamento ao modelo elitista de universidade predominante no Brasil. Insinuam que a UNE abriu mão de suas bandeiras históricas, mas esquecem que não há bandeira mais importante para a tradição da UNE do que a defesa de uma universidade que esteja a serviço do Brasil e da maioria do nosso povo!

Não se conformam com a democracia, com o fato de termos um governo oriundo dos movimentos sociais e que, por esta trajetória, está aberto a ouvir as reivindicações da sociedade.

A UNE não mudou de postura, o que mudou foi o governo e o Brasil e é isso que os conservadores e a mídia que está a serviço desses setores não admitem. Insistem em dizer que a UNE nasceu para ser ‘do contra’. Rude mentira que em nada nos desviará de nossa missão!

Saibam que estamos preparados para mais editoriais, artigos, comentários e tendenciosas ‘notícias’. Contra suas pretenções de uma sociedade apática, acrítica e sem poder de contestar os rumos que querem impor ao nosso país, eles enfrentarão a iniciativa criativa e mobilizadora dos estudantes na defesa de um novo Brasil. Há de chegar o dia em que teremos uma comunicação mais justa e equilibrada. A UNE e sua nova diretoria está aqui, firme e a disposição do verdadeiro debate de rumos para o Brasil!


Augusto Chagas
Presidente da UNE
* Artigo originalmente publicado no site da revista Carta Capital

quarta-feira, 1 de julho de 2009

É Tudo Nosso! Um Filme de Toni C. - Parte 05

Segunda parte do filme 'É Tudo Nosso! O Hip-Hop Fazendo História' produzido por Toni C. através do Ponto de Cultura Hip-Hop à Lápis.



Assista as outras partes do Filme:

Parte 01: É Tudo Nosso! Um Filme de Toni C. - Parte 01

Parte 02: É Tudo Nosso! Um Filme de Toni C. - Parte 02

Partes 03 e 04: É Tudo Nosso! Um Filme de Toni C. - Partes 3 e 4

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