domingo, 25 de outubro de 2009

Entrevista de Hugh Hefner ao The New York Times

Aos 83 anos, o senhor da Toca da Coelhinha avalia seu legado

Hugh Hefner se recostou em uma poltrona namoradeira vermelha surrada, no escritório de sua mal-afamada mansão, e cruzou os dedos atrás da cabeça. Um visitante havia perguntado - ou melhor, gritado, já que ele tem dificuldade para escutar - algo sobre mortalidade.

Aos 83, ele pensa nisso? Em uma palavra, não. Hefner, o lendário fundador da "Playboy", o profeta do hedonismo, não acredita que seu fim esteja próximo.

Ele também não age dessa maneira. Ainda trabalha o dia inteiro em sua revista, voa para a Europa e Las Vegas, toma Viagra, visita clubes noturnos com suas três namoradas-companheiras - todas jovens o suficiente para serem suas netas - e está trabalhando em um filme com o produtor Brian Grazer.

"Esta é uma das melhores épocas da minha vida", ele disse, sorrindo, de pijama e chinelos. "É ainda melhor e mais rica do que as pessoas pensam."
Você quer acreditar nele, mas é difícil ignorar a realidade de seus negócios. A Playboy Enterprises, abalada por uma paisagem da mídia em mutação, está precisando de reforço. Na terça-feira (20), a revista disse que reduziria o número de sua circulação garantida aos anunciantes de 2,6 milhões para 1,5 milhão. A empresa apresentou prejuízo em sete trimestres consecutivos.

E, talvez mais chocante, a companhia disse no início deste ano que avaliaria ofertas de aquisição, algo que era considerado impensável enquanto Hefner ainda vivesse.

Hefner sabe que toda boa festa tem de acabar, e há muito tempo comprou uma cripta ao lado da de Marilyn Monroe em um cemitério de Los Angeles. Em entrevistas ao longo dos anos, ele falou sobre como a vida não teria sentido sem a revista. "Se eu a vendesse, minha vida estaria terminada", disse. Mas talvez esteja mudando de idéia: "Estou levando mais a sério o fato de que não tenho mais 30 anos. Preciso pensar na continuidade da revista".

Ame-o ou odeie-o, ninguém duvida da influência de Hugh Hefner na história cultural dos EUA. Como editor de revista, ele essencialmente fez para o sexo o que Ray Kroc fez para as lanchonetes de beira de estrada: limpou-o para uma classe média em ascensão.

Como uma força cultural, porém, Hefner ainda divide o país - 56 anos depois da primeira edição da "Playboy". Para seus seguidores, ele é o grande libertador sexual que ajudou a alforriar os americanos do puritanismo e da neurose. Para seus críticos, incluindo muitas feministas e conservadores, ele ajudou a implementar uma revolução nas atitudes sexuais que as transformou em objetos, fez de vítimas inúmeras mulheres e promoveu um estilo de vida imoral, somente de prazeres.

Hefner admite as consequências sombrias daquilo que ajudou a criar, mas diz que "é um pequeno preço a pagar pela liberdade pessoal". "As pessoas nem sempre tomam boas decisões. As verdadeiras obscenidades neste planeta têm muito pouco a ver com sexo", ele disse, acrescentando que "não é uma época romântica".

Menos romântica e - com a pornografia online disponível à vontade e conversas detalhadas sobre sexo, inclusive no próprio programa de Hefner na TV, "The Girls Next Door" [As vizinhas] - é uma época que faz os ideais da Playboy parecerem tímidos.

Hefner - que usa a palavra "gato" para descrever a si mesmo, como em "eu sou o gato mais sortudo do planeta" - não tem uma idéia muito positiva da paisagem cultural de hoje. "Eu sinto intensamente que hoje a cultura pop é uma sopa mais rala", ele disse. "Costumava ser um mingau grosso."

Ao mesmo tempo, tenta ser um participante ativo. Enquanto a revista ainda é editada amplamente em Chicago, Hefner aprova "cada Playmate, cada capa, os quadrinhos e as cartas". Trabalhando em um escritório em casa ou na cama, cuja colcha de pele de quati da Tasmânia dos anos 1970 foi trocada por uma de seda e veludo, Hefner ajudou a conduzir a recente decisão de comprar um trecho de 5.000 palavras do romance inacabado de Vladimir Nabokov, "The Original of Laura", para uma próxima edição.
Suas namoradas-companheiras recentemente o ensinaram a usar o Twitter. ("Eu vou jogar baralho hoje à noite" foi um tweet recente.) Ele adora o seriado da HBO "True Blood". Recentemente, filmou um comercial de Guitar Hero segurando o cachimbo que abandonou depois de sofrer um pequeno infarto em 1985.

Ele também sofreu humilhações pessoais. Antigas namoradas, incluindo as que apareceram em "The Girls Next Door", o retrataram em entrevistas e em um livro como um maluco por controle que impõe um toque de recolher às 21h.

A própria mansão já teve dias melhores. Durante uma visita em julho, a casa de jogos (que tem um quarto inteiro forrado por um colchão) cheirava a mofo, enquanto a gaiola de pássaros precisava de uma faxina. Aquela famosa gruta com Jacuzzis de diversas profundidades parecia mais um tanque fétido de zoológico do que um palácio do prazer (embora as prateleiras próximas estivessem estocadas com enormes frascos de óleo para bebês Johnson's).

Em março, com o mercado imobiliário em queda livre, Hefner colocou à venda a casa de sua ex-mulher, vizinha à Mansão Playboy, por US$ 28 milhões. Foi comprada em agosto por US$ 18 milhões. Hefner, que se separou de Kimberly Conrad Hefner em 1998, pediu o divórcio no início de setembro; ela o está processando e alega que lhe deve US$ 4 milhões segundo um acordo pré-nupcial e pela venda da casa.

A equipe de Hefner insiste que o dinheiro não está apertado, mas uma série de ações faz parecer que sim. O "Los Angeles Business Journal" relatou no ano passado que a equipe de funcionários da mansão foi reduzida. As pessoas hoje podem comprar ingressos para suas festas (até US$ 10 mil por pessoa) que antes eram só para convidados, mas que continuam sendo uma parte vital da animação da marca Playboy.
"Nem sempre é tão excitante quanto as pessoas pensam", disse Holly Madison em uma entrevista no outono passado. Ela viveu com Hefner durante sete anos como sua "namorada número 1", até que rompeu com ele no último outono.

Richard Rosenzweig, que trabalha na Playboy desde 1958 e detém diversos cargos, suplicou para discordar. "Este é um lugar muito inspirador", ele disse em uma entrevista na sala de jantar de Hefner. "Todo mundo quer vir aqui."

Quando o relacionamento com Madison terminou, Hefner disse que recebeu cartas de mulheres de todo o mundo implorando para substituí-la. "Elas subiam nos portões", ele disse, sorrindo. Hefner escolheu três novas namoradas-companheiras: Crystal Harris, de 23 anos, e as gêmeas Kristina e Karissa Shannon, de 20.

Apesar de sua atitude mais falante, Hefner claramente está pensando em seu legado. Ultimamente tem se debruçado sobre seus cadernos de notas, que mantém desde a infância e hoje chegam a mais de 2.000. O material inédito deles - seu primeiro cartão de biblioteca, quadrinhos desenhados por ele e fotos - vão formar o núcleo de uma "biografia ilustrada" de 3.500 páginas em seis volumes, da editora Taschen. Somente 1.500 exemplares dessa obra gigantesca serão vendidos a US$ 1.300, a partir do mês que vem.

Pela primeira vez Hefner também concedeu acesso ilimitado a uma cineasta documentarista, Brigitte Berman, que recentemente concluiu "Hugh Hefner: Playboy, Activist and Rebel" que estreou no Festival Internacional de Cinema de Toronto.

E uma grande cinebiografia de Hollywood está sendo finalmente acelerada. Grazer se reuniu há pouco tempo com a roteirista Diablo Cody para discutir o projeto, disse Hefner. Brett Ratner (mais conhecido pelos sucessos de bilheteria "A Hora do Rush") foi contratado para dirigir. Robert Downey Jr. manifestou interesse em interpretar Hefner.
"Ele é um intelecto da mais alta ordem que influenciou toda a cultura mundial de maneira intensa - e essa influência é drasticamente subvalorizada", disse Grazer.

De fato, alguns de seus velhos amigos temem que certas conquistas que eles admiram - criar um ícone cultural (a Coelhinha da Playboy), apagar limites raciais (através da inclusão de artistas negros em seus clubes) e seu apoio a muitas causas feministas, incluindo o direito ao aborto e a Emenda pela Igualdade de Direitos - estejam se perdendo.

Hefner também se preocupa com isso. "Nós literalmente vivemos em um mundo muito diferente, e eu influí para torná-lo dessa maneira", ele disse. "Os jovens não sabem disso."

Tradução: Luiz Roberto Mendes Gonçalves

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Aula de Combatividade com Zezinho do Araguaia

Essa foto foi tirada pelo Carlinhos, momentos após o encerramento do velório do camarada Bergson, nos jardins da reitoria da UFC. Na ocasião a moçada da UJS acabara de entoar palavras de ordem em memória ao Bergson e aos bravos combatentes do Araguaia. Eis que chega Zezinho do Araguaia, sobrevivente da guerrilha, e nos chama para um papo, onde fala das angustias de sua geração e nos dá a tarefa de ser a geração da consciência de classe do povo brasileiro.

Como para nós, tarefa dada tem que ser tarefa cumprida, vamos em frente na luta por dias melhores para o nosso povo, por dias de igualdade, fraternidade, oportunidades, pão e poesia. Com a certeza de que honraremos a memória de nossos heróis como Bergson Gurjão, Teodoro de Castro, Jana Barroso, Custódio Saraiva e tantos outros.

Viva Bergson Gurjão Farias! Herói do povo brasileiro.
Salve camarada Zezinho do Araguaia! A luta continua companheiro!

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

UJS, 25 anos de rebeldia!

*Por Ivina Carla

Um dia eu estava panfletando numa escola e um garoto de uns 16 anos parou, olhou o material (adesivos de campanha) e perguntou: O que é UJS? Então eu lembrei que quando me falaram da UJS, eu fiz a mesma pergunta. Eu não tinha acesso à Internet, que talvez fosse o meio mais prático de chegar até a resposta naquele momento.

Com muita emoção eu digo e reafirmo o que é essa organização juvenil, da mesma forma que disse ao garoto. Hoje com 25 anos, é um dos instrumentos de transformação social imprescindível para o Brasil. De jovens lutadores, que acordam cedo, dormem tarde e têm convicção dos ideais defendidos nas batalhas que enfrentam dentro de escolas, sindicatos, universidades.

Essa moçada passa por cima do saudosismo de muitos, com vários exemplos de resistência, debatendo as ideias que na atualidade parecem ser utópicas, mas pra essa juventude não, é possível! Basta olhar para o lado e querer enxergar o tanto de mazelas sociais que são ofertadas pelo capitalismo, pra ter a sensibilidade de que é preciso outra sociedade. A UJS tanto tem essa sensibilidade que afirma todos os dias o seu objetivo: O socialismo.

Hoje acordei e senti vontade de ouvir a música do "jovem curupira que pediu direta já..." e no Youtube vendo os slides, fotos de jovens que eu conheço e vários que não conheço, detectei a esperança, os sorrisos que essa moçada traz, que torna a UJS diferente de outras organizações. Lembrei que ontem um amigo e camarada me disse que nos tempos de chumbo, a juventude também sorria, que não perdia essa ternura e isso é mais do que necessário para aguentar o rojão de um processo árduo em busca de um outro mundo.

A União da Juventude Socialista é uma grande escola onde eu aprendi a ver a realidade de uma forma rebelde. Ela também me proporcionou conhecer pessoas combativas que até hoje são exemplos de ousadia e que agem como se ainda fossem da UJS, é engraçado isso! Você sai da UJS, mas ela nunca sairá de você. E se a "nossa linda juventude é página de um livro bom," essa juventude é esse magnífico livro, que os jovens do Brasil precisam ler e escrever a sua história para sentir o quanto é bom ser uma semente do Socialismo, como é prazeroso ser protagonista de uma história que não se apagará, como é sublime ser militante da União da Juventude Socialista!

*Ivina Carla é acadêmica de Jornalismo e militante da UJS há nove anos

domingo, 16 de agosto de 2009

Reporter Record hoje: Mais um round!

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

UJS debate a participação dos estudantes cearenses na Guerrilha do Araguaia

No último sábado a UJS de Fortaleza apresentou o filme ‘Araguaya – A Conspiração do Silêncio’ logo em seguida aconteceu um debate sobre a participação dos estudantes cearenses na guerrilha, que contou com a participação do presidente do PCdoB no Ceará Carlos Augusto Diógenes, o Patinhas. A atividade foi marcada pela homenagem ao estudante cearense Bérgson Gurjão, que foi assassinado pela repressão do regime militar durante a guerrilha do Araguaia.

Num auditório com estudantes de diversas instituições de ensino entre elas UFC, UECE, UNIFOR, FAC, FIC, FA7 e FACE, além de secundaristas e lideranças de entidades do movimento social como a UNEGRO, o MOVÊ-LOS e a UBM. Flavio Vinicius, presidente da UJS Fortaleza, abriu o debate destacando “a importância dos jovens de hoje em dia terem conhecimento de fatos históricos como a guerrilha do Araguaia para que não se repitam em nosso país”. Falou ainda do golpe de estado que ocorreu em Honduras no ultimo mês e de suas condições, comparando-as com as condições “da década de 60 em que uma onda de golpes militares, financiados pelo imperialismo estadunidense, aconteceram na América Latina”.

Carlos Augusto Diógenes (Patinhas), iniciou sua intervenção falando da emoção que sente ao assistir aquele filme, de ver seus companheiros de movimento estudantil no meio da selva resistindo ao regime militar instaurado no Brasil, “a maioria dos guerrilheiros do Araguaia eram jovens, que enfrentavam a malária, a febre amarela e ainda os grileiros”, disse. Patinhas fez uma análise histórica da situação que viveu o país naqueles anos e falou da importância que teve a guerrilha para a redemocratização, pois, a resistência na cidade tinha sido dispersada pelo endurecimento do regime no final da década de 60 e inicio dos anos 70.

Citando depoimentos do Major Curió que afirmou que “na fase final da guerra 41 guerrilheiros foram executados a sangue frio, sendo todos decapitados”, Patinhas falou da necessidade da abertura dos arquivos do militares, pois para ele “o Araguaia ainda está para ser desvendado, mesmo com as declarações de Curió os arquivos militares não foram abertos e agora que conseguimos resgatar o segundo corpo”, falou referindo-se ao corpo do cearense Bérgson Gurjão que teve seus restos mortais identificados recentemente pela SEDH do Governo Federal.

Abertas as inscrições, vários jovens aproveitaram para fazer suas intervenções e perguntas, questionando Patinhas desde as condições dos guerrilheiros na mata, até os critérios que o partido usou no recrutamento dos guerrilheiros. Terminadas as intervenções a palavra foi passada novamente ao Patinhas, que respondeu os questionamentos, citou os outros cearenses que tombaram no Araguaia e finalizou falando da responsabilidade que os jovens de hoje tem com o futuro do Brasil, pois para ele, “a UJS segue erguendo a bandeira levantada por aqueles jovens guerrilheiros do Araguaia, a bandeira da liberdade, da justiça, do Socialismo!”

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

"Pra não dizer que não falei das flores"

Logo após a abertura do 51° Congresso da União Nacional dos Estudantes (UNE) os grandes meios de comunicação começaram os ataques à entidade. Falaram de tudo. Chegaram ao absurdo de afirmar que a UNE não representa mais os estudantes universitários brasileiros. Ora! Como pode uma entidade mobilizar mais de 2 milhões de estudantes no processo do seu congresso e não representá-los? Vai entender né...

Mas, nem tudo está perdido! O colunista do Diário do Nordeste, Lustosa da Costa, é um exemplo disso. Em meio a maré de ataques o jornalista sobralense foi bastante feliz em sua coluna do dia 23 de julho ao afirmar a coerência da UNE em defender a Petrobrás e a soberania nacional. E mais ainda quando cita a declaração do ministro da Educação Fernando Haddad em que o ministro afirma que "não foi a UNE que aderiu ao governo e sim o governo Lula que encampou suas bandeiras e as colocou na prática".

Enfim, o 51° Congresso da UNE foi o maior de sua história, os estudantes brasileiros elegeram o paulista e acadêmico da USP, Augusto Chagas, novo presidente da entidade. E a mídia do país pode bater a vontade porque se o movimento estudantil resistiu aos duros anos de regime militar não vai ser um punhado de reacionários desesperados que vão acabar com a UNE.

Devemos aplaudir atitudes sensatas como a do companheiro do Diário do Nordeste e garantir nossas mobilizações para que os estudantes mais uma vez joguem seu papel no sentido de fazer o Brasil avançar nas mudanças! Temos grandes batalhas pela frente e eu não tenho dúvidas de que estamos no caminho certo para alcançarmos grandes vitórias para os estudantes e para o povo brasileiro!

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Debate: Os Estudantes Cearenses e a Guerrilha do Araguaia

Os Estudantes Cearenses e a Guerrilha do Araguaia

Em homenagem aos estudantes cearenses que lutaram na Guerrilha do Araguaia contra a Ditarura Militar, a UJS de Fortaleza exibirá o filme Araguaia - Conspiração do Silêncio, do diretor Ronaldo Duque. O filme narra a trajetória dos militantes do Partido Comunista do Brasil (PCdoB) que lutaram nas selvas do Araguaia, na decada de 70, contra o regime militar. Logo após a exibição, haverá um debate sobre o movimento estudantil na década de 60 e 70 no Ceará com Carlos Augusto Diógenes (Patinhas), estudante da UFC e ativista do movimento estudantil daquele período.

Essa atividade tem como objetivo rememorar um dos momentos mais dramáticos da história do Brasil que foi a Ditadura Militar. Ao memos tempo, é uma oportunidade de homenagear os patriotas que tombaram na luta contra esse regime, a exemplo do cearense Bergson Gurjão, cuja ossada foi identificada recentemente pela Secretaria Especial de Direitos Humanos (SEDH) do Governo Federal.

Para a direção municipal da UJS de Fortaleza, exaltar a trajetória desses jovens que doaram suas vidas para a luta contra as injustiças é uma forma de manter erguida a bandeira da liberdade. Mais do que destacar seus atos, cabe a nossa juventude seguir o exemplo desses verdadeiros herois brasileiros para que as gerações futuras possam comemorar nossas conquistas e não mais chorar pela violência sofrida como em outros tempos.

Data: Sábado - 08 de Agosto
Local: Sede da UJS - Av. da Universidade - 3107
Horário:
14h00 - Filme: Araguaia - Conspiração do Silêncio
15h30 - Debate: O Movimento Estudantil na década de 60 e 70 no Ceará
Debatedor: Carlos Augusto Diógenes (Patinhas)

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